Temporada de comemorações começa na UFPA com divulgação do listão do PS Indígena e Quilombola 2026

A temporada de comemorações pela aprovação em processos seletivos está oficialmente aberta na Universidade Federal do Pará (UFPA). Nesta segunda-feira, 19 de janeiro, a Instituição divulgou o listão dos aprovados no Processo Seletivo Especial Indígena e Quilombola 2026, marcando o início de um período de celebração, expectativa e novos começos para centenas de estudantes e suas comunidades.

A divulgação dos resultados foi acompanhada de cerimônia realizada no campus Guamá da UFPA com a presença do reitor, Gilmar Pereira da Silva; da vice-reitora, Loiane Prado Verbicaro, de gestores e lideranças estudantis. O evento contou com transmissão ao vivo pelo canal da UFPA no YouTube, garantindo que familiares e candidatos pudessem acompanhar de seus territórios a apresentação dos resultados.

Em 2026, a UFPA ofertou 760 vagas distribuídas igualmente entre indígenas e quilombolas e contabilizou a inscrição de 2297 candidatos. No total, 423 vagas foram preenchidas por meio do processo seletivo específico, sendo 380 destinadas a candidatos quilombolas e 96 a candidatos indígenas.

Fotografia do reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva.

Para o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, “este processo tem um peso profundamente político e social. Ele afirma que a universidade pública precisa reconhecer as desigualdades históricas e agir para transformá-las. Garantir o acesso de indígenas e quilombolas ao ensino superior é fortalecer territórios, culturas e projetos de futuro para a Amazônia”, destacou.

Fotografia da vice-reitora, Loiane Prado Verbicaro.

A vice-reitora da UFPA, Loiane Prado Verbicaro, reforçou que a política afirmativa é parte do projeto institucional da Universidade. “O Processo Seletivo Indígena e Quilombola não é uma ação isolada. Ele dialoga com a permanência estudantil, com a assistência, com o respeito às identidades e com a construção de uma universidade que represente o Brasil real, diverso e desigual. É uma escolha política da UFPA estar ao lado desses povos”, afirmou.

Perfil da demanda e cursos mais concorridos – Entre os candidatos indígenas, a maior demanda concentrou-se em cursos das áreas da saúde, das ciências sociais aplicadas e das ciências agrárias. Os cursos mais concorridos foram Medicina (campi de Altamira e Belém), Enfermagem, Educação Física, Administração, Odontologia, Fisioterapia, Direito, Biomedicina e Agronomia. No caso de Agronomia, a oferta está vinculada ao campus de Altamira, com funcionamento no município de Uruará, evidenciando a articulação entre formação acadêmica e desenvolvimento regional.

Já entre os candidatos quilombolas, a procura também se concentrou em cursos estratégicos para o fortalecimento das comunidades, como Educação Física, Fisioterapia, Medicina, Psicologia, Enfermagem, Pedagogia, Agronomia, Administração, Terapia Ocupacional e Ciências Naturais. Parte significativa dessas ofertas está vinculada ao campus de Cametá, com atividades acadêmicas realizadas também no polo de Baião, reforçando a política multicampi da UFPA.

Fotografia do coordenador da Associação dos Discentes Quilombolas da UFPA, Gustavo Cardoso.

Vozes estudantis – Para o coordenador da Associação dos Discentes Quilombolas da UFPA, Gustavo Cardoso, o processo seletivo representa uma conquista coletiva. “Cada vaga preenchida aqui representa uma história de resistência. Nossos estudantes chegam à universidade carregando a força das comunidades quilombolas e a esperança de voltar formados para transformar seus territórios”, afirmou.

Fotografia do diretor da Associação dos Povos Indígenas Estudantes da UFPA, Joxanti Gavião,

O diretor da Associação dos Povos Indígenas Estudantes da UFPA, Joxanti Gavião, também destacou o significado político do processo. “Esse processo seletivo reconhece que nossos povos têm direito à universidade sem abrir mão de quem somos. Estar aqui é ocupar um espaço que historicamente nos foi negado”, declarou.

Política afirmativa e multicampia – O Processo Seletivo Indígena e Quilombola integra o conjunto de políticas afirmativas da UFPA e tem como objetivo reduzir desigualdades históricas no acesso ao ensino superior, respeitando as especificidades socioculturais dos povos indígenas e das comunidades quilombolas.

A distribuição das vagas em diferentes campi e polos evidencia a estratégia institucional de multicampia, ampliando o alcance da universidade pública em regiões distantes dos grandes centros urbanos e fortalecendo a presença da UFPA em territórios tradicionais.

Ao final da cerimônia, a administração superior reforçou que o processo seletivo é parte de um projeto maior de universidade pública, inclusiva e socialmente comprometida. “Quando indígenas e quilombolas entram na universidade, a universidade que muda, mas não muda sozinha. O próprio sentido de educação pública se renova”, resumiu o reitor.

Leia mais:

TEXTO: Assessoria de Comunicação Institucional UFPA

FOTOS: Alexandre de Moraes - Assessoria de Comunicação Institucional UFPA

Relação com os ODS da ONU:

ODS 4 - Educação de QualidadeODS 10 - Redução das Desigualdades

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