A Universidade Federal do Pará (UFPA) participou da edição regional do Fórum Brasil Criativo, realizada em Belém. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), tem como objetivo ampliar o debate sobre o fortalecimento de políticas públicas voltadas à cultura e à economia criativa no país.
O evento reuniu docentes da UFPA, além de agentes culturais, fazedores de cultura, pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil. A programação itinerante integrou o Seminário da Rede de Cultura e Economia Criativa e teve como tema central os panoramas das políticas públicas para esses setores estratégicos ao desenvolvimento nacional.
Durante o encontro, foram apresentados diagnósticos sobre o cenário criativo local, com foco na construção de caminhos para a consolidação de políticas culturais. A valorização dos saberes tradicionais e da diversidade cultural e simbólica da região Norte esteve no centro das discussões.
Pela UFPA, o professor Valcir Bispo Santos, da Faculdade de Ciências Econômicas (Facecon), participou da abertura do Fórum com uma palestra sobre a conjuntura das políticas culturais e da economia criativa na Amazônia paraense. A mesa contou com mediação da secretária de Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão.
Na ocasião, a secretária destacou o papel estratégico das universidades no fortalecimento do setor. “Precisamos organizar e estruturar o ecossistema cultural e criativo da região Norte, e a universidade tem uma tarefa fundamental na formação dos trabalhadores da cultura e da economia criativa. Somos parceiros da UFPA na capacitação e qualificação de empreendedores e artistas”, afirmou.
Representando a Reitoria da UFPA no evento, o pró-reitor de Extensão, Nelson Sousa Junior, ressaltou a importância da presença institucional da Universidade em espaços de formulação de políticas públicas. “A UFPA atua como agente estratégico, integrando ensino, pesquisa e extensão na produção de diagnósticos, na formação de agentes culturais e no fortalecimento de redes locais. Essa parceria com o Ministério da Cultura ratifica o nosso papel na indução de políticas que promovam desenvolvimento com base na diversidade cultural, na inovação e na inclusão socioprodutiva”, destacou.
Também esteve presente a professora Graziela Ribeiro, vice-diretora da Escola de Teatro e Dança da UFPA e coordenadora do núcleo Norte da Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult Norte). Segundo a docente, é essencial que as instituições de ensino estejam atentas às demandas dos profissionais da área. “É necessário compreender as necessidades dos trabalhadores da cultura para que as ações formativas sejam efetivas e contribuam, de fato, para o desenvolvimento do setor”, ressaltou.
A economia criativa é um setor baseado na transformação de ideias em produtos e serviços culturais, artísticos e tecnológicos. Sustentada pelo capital intelectual, pela criatividade e pela inovação, a área tem grande relevância no Brasil, gerando valor econômico, inclusão social e oportunidades de trabalho em segmentos como audiovisual, moda, design e gastronomia.