Estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveram soluções de baixo custo voltadas ao enfrentamento de dois desafios socioambientais presentes em comunidades amazônicas: a pobreza energética e a falta de água potável. Trata-se do Biolume e do Guajará, negócios de impacto criados pela Enactus UFPA. As iniciativas contribuem para a ampliação da saúde, segurança e qualidade de vida das populações atendidas.

O Biolume utiliza postes de iluminação equipados com sistemas alimentados por energia solar. A proposta oferece uma alternativa acessível para comunidades com dificuldades de acesso à energia e à iluminação pública convencional. A instalação dos postes permite a iluminação de áreas de circulação e convivência, bem como viabiliza o trabalho durante o período noturno, produzindo impactos sociais e econômicos positivos no cotidiano das comunidades.
Inicialmente desenvolvido para atender às demandas da Amazônia, o Biolume também passou a atuar em outras regiões do país e do mundo. Hoje, comunidades de países africanos, como Essuatíni, África do Sul e Zimbábue< contam com postes instalados pelo negócio social, permitindo que a tecnologia desenvolvida pelos discentes seja replicada em diferentes contextos de acesso limitado à iluminação pública.

Acesso à água potável – Além do Biolume, o time Enactus UFPA também tem trabalhado para mitigar um dos maiores paradoxos da Amazônia — a existência de famílias ribeirinhas que vivem cercadas por água, mas sem acesso à água potável. Assim nasceu o Guajará, iniciativa voltada à ampliação do acesso à água potável em comunidades com abastecimento limitado.
A solução baseia-se em um sistema de abastecimento que utiliza uma tecnologia de ultrafiltração, capaz de reter bactérias, protozoários, sedimentos e outras partículas sólidas. Atualmente, o Guajará atende a 135 pessoas na Comunidade Beira Rio, localizada em Ananindeua. A iniciativa está relacionada ao sexto Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que trata do acesso à água potável e ao saneamento.
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