Escola Imersiva Internacional reúne estudantes do Brasil, da França e da Guiana Francesa para debater sociobioeconomia pan-amazônica

A Universidade Federal do Pará (UFPA) iniciou as atividades da Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia, iniciativa de formação e cooperação universitária transfronteiriça que reúne 18 participantes, entre estudantes e pesquisadores do Brasil, da França e da Guiana Francesa.

O grupo é formado por sete estudantes da Université Paris-Est Créteil (UPEC), três da Université de Guyane, três da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e três da UFPA. Entre os participantes da Universidade, está uma estudante do Campus Universitário de Altamira, mestranda do Núcleo de Meio Ambiente (Numa).

Concebida como espaço de diálogo e aprendizagem recíproca, a iniciativa aproxima conhecimentos acadêmicos e científicos das experiências territoriais, tradicionais e comunitárias da Amazônia. A ação é desenvolvida em parceria com instituições francesas, com financiamento e apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), da Expertise France e do Programa Amabio, além do apoio institucional da Embaixada da França no Brasil e da Maison France UFPA, instalada no Campus Guamá.

A programação tem caráter interdisciplinar e está organizada em duas etapas, nos municípios de Belém e Santarém. Na capital paraense, os participantes realizaram atividades no centro histórico, no Mercado do Ver-o-Peso, na Galeria de Arte da UFPA e no Conjunto dos Mercedários. O roteiro inclui, ainda, atividades nas ilhas do entorno de Belém. Em Santarém, a Universidade Federal do Oeste do Pará articula visitas a cooperativas locais, projetos socioambientais e comunidades da região do oeste do Pará.

O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, destacou a importância da iniciativa para a formação acadêmica e para a aproximação entre diferentes conhecimentos sobre a Amazônia.

“A acolhida desses estudantes reafirma o compromisso da UFPA em pensar a sociobioeconomia de dentro da Amazônia, promovendo uma ciência integrada com as comunidades e com o território. Receber jovens pesquisadores franceses, guianenses e brasileiros fortalece laços históricos e amplia as possibilidades de cooperação científica”, afirmou.

A iniciativa integra as ações da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) da UFPA e contribui para ampliar a cooperação acadêmica e científica internacional da Universidade. A ação também está relacionada ao Programa CAPES Global.edu, que busca fortalecer redes internacionais de pesquisa voltadas a desafios científicos, sociais e ambientais contemporâneos.

Internacionalização e cooperação científica – A Escola Imersiva Internacional integra um conjunto de iniciativas da UFPA voltadas à ampliação da cooperação acadêmica e científica com instituições estrangeiras. Por meio da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer), a Universidade mantém acordos e desenvolve projetos de colaboração com instituições de diferentes países, ampliando as oportunidades de intercâmbio, pesquisa conjunta e formação acadêmica.

Essa estratégia de internacionalização também se fortalece com a participação da UFPA no Programa CAPES Global.edu. A aprovação da Universidade no edital do programa assegura R$ 60 milhões para investimentos, ao longo dos próximos cinco anos, em ações voltadas ao fortalecimento da pós-graduação e da pesquisa.

Os recursos serão destinados ao financiamento de bolsas de mobilidade acadêmica, missões de trabalho internacionais e projetos colaborativos de alta complexidade. A iniciativa amplia as possibilidades de inserção de pesquisadores e estudantes da UFPA em redes internacionais de pesquisa e fortalece a participação da Universidade em projetos desenvolvidos em parceria com instituições estrangeiras.

“A internacionalização da UFPA no âmbito do CAPES Global.edu não se resume à mobilidade acadêmica tradicional, mas representa uma mudança de paradigma. Ao construirmos pontes diretas com instituições de excelência da Europa, das Américas e da África, estamos colocando a Amazônia não apenas como objeto de estudo, mas também como protagonista da pesquisa científica”, afirmou o reitor Gilmar Pereira da Silva.

TEXTO: Felipe Melo - Assessoria da Reitoria da UFPA

FOTOS: Heloisa Torres - Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA

Relação com os ODS da ONU:

ODS 4 - Educação de Qualidade

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