Estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) participaram de uma série de atividades acadêmicas e científicas na Universidade de Birmingham (Reino Unido), integrando dois importantes espaços de diálogo internacional: o Celebrate Amazonia: Brazil Beyond COP30 e o Decolonising Climate Change Symposium.
Além dos discentes da UFPA em diferentes níveis de formação, a comitiva contou com a participação de estudantes da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), pesquisadores de instituições como o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Instituto Evandro Chagas (IEC).
Representando o Instituto de Ciências Biológicas (ICB), estiveram presentes dois estudantes de graduação, Marcus Magno e Manuela Silva. Também participaram duas mestrandas da UFPA: Emanuelle Barbosa, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Zoologia (PPGZoo), e Glaize Wanzeler, mestranda em Ciências Ambientais pelo programa de cooperação UFPA/Embrapa/MPEG.
O Celebrate Amazonia: Brazil Beyond COP30 integrou a programação de Carnaval da Universidade de Birmingham e teve como objetivo promover uma reflexão ampliada sobre o Brasil, para além de estereótipos, colocando a Amazônia e os sujeitos amazônidas no centro do debate. O evento reuniu pesquisadores, estudantes e público em geral em torno de discussões que articularam ciência, cultura e território, valorizando perspectivas produzidas a partir da própria Amazônia.
Na ocasião, os estudantes da UFPA participaram das mesas de discussão e workshop, contribuindo com reflexões construídas a partir de suas trajetórias acadêmicas e experiências locais, reforçando a importância da internacionalização da ciência amazônica com protagonismo regional.
Complementando essa agenda, os discentes também participaram do Decolonising Climate Change Symposium, um espaço acadêmico voltado à problematização das mudanças climáticas a partir de perspectivas críticas e decoloniais. Durante o evento, foram apresentados diversos trabalhos, sendo um deles “Impercepção botânica como efeito de estruturas coloniais no ensino de ciências” que discute como processos históricos e epistemológicos influenciam a forma como se percebe (ou se deixa de perceber) o mundo vegetal, especialmente no contexto educacional.
