O Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT-Guamá) recebeu, na última terça, 24, a abertura do “I Workshop INCT IAmazônia”, evento para organização e planejamento para os próximos dois anos do INCT IAmazônia. A programação contou com a presença dos pesquisadores que integram os laboratórios do INCT, além do comitê gestor do Instituto. O evento seguiu até quarta, 25, no Centro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial da Universidade Federal do Pará (CCAD-IA-UFPA).
Para o professor Renato Francês, coordenador do INCT IAmazônia, o projeto tem uma grande capacidade de fomentar o desenvolvimento sustentável na Amazônia. “O IAmazônia é um projeto extremamente de vanguarda, tanto que ele é o único de Inteligência Artificial na Região Amazônica inteira. Mas ele não é um projeto com a finalidade de avançar a IA, mas, sim, de usá-la em problemas que são mazelas históricas da Região Amazônica. A gente tem um espectro muito grande de áreas que podem ser beneficiadas pela atuação dos nossos pesquisadores usando a IA”, considera.
A exclusão digital, o crescimento urbano desordenado e o IDH abaixo da média são alguns dos problemas que ferramentas de inteligência artificial podem ser empregadas para melhorar a qualidade de vida da população amazônica. Um dos compromissos do IAmazônia é a formação de recursos humanos capacitados, bem como a transferência de tecnologia entre os ambientes científico e empresarial, a fim de fomentar o surgimento de startups com foco em inovação.
O presidente da Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará (Prodepa), Carlos Maneschy, participou da cerimônia de abertura do Workshop. Para ele, ter um grupo trabalhando o uso da IA de forma sustentável é de extrema importância. “Nós estamos ainda em um tempo em que são poucos os números de pesquisadores para dar vazão, dar conta da necessidade do desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo, são poucos os grupos de pesquisa capazes, por exemplo, de conseguir recursos, financiamento de agentes diferentes para usar a ciência como fator estimulante do desenvolvimento”, aponta Maneschy.
A programação continuou no auditório do Centro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial da Universidade Federal do Pará (CCAD-IA-UFPA) com a apresentação dos sete eixos de pesquisa. Para o professor Rommel Ramos, integrante do comitê gestor do INCT IAmazônia e coordenador do eixo de pesquisa Meio Ambiente, esse momento é fundamental para o desenvolvimento dos trabalhos do Instituto. “É muito importante estarmos juntos no Workshop e vermos as apresentações dos coordenadores dos eixos de pesquisa porque conseguimos saber como podemos contribuir para os projetos, de forma coletiva”, opina.
Etapa de planejamento – Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia são estruturas que devem desenvolver pesquisas articuladas em rede, de caráter inter e transdisciplinar e com metas bem definidas e alcançáveis. Foi pensando nisso que o segundo dia de programação do Workshop IAmazônia foi dedicado à formação de grupos de trabalhos entre os integrantes dos laboratórios. Ao final da manhã, foram apresentados os produtos entregáveis e o cronograma de atividades para os próximos dois anos.
A última etapa da programação foi de socialização da Carta de Diretrizes de funcionamento do INCT IAmazônia, documento que deve nortear as atividades do comitê gestor em assuntos como administração do Instituto, gestão de propriedade intelectual e transferência de tecnologia.
Mais informações: https://inctiamazonia.org.br/