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TAMANHO DA FONTE

Instituições de Ensino Superior e pesquisa e entidades se unem em defesa das universidades públicas

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A UFPA promoveu, no último domingo, 17, o ato cultural Educação e Ciência para um Brasil Soberano e Inclusivo – Em Defesa das Universidades Públicas e dos Institutos de Pesquisa. O evento ocorreu na Praça da República, em Belém, e contou com a presença de autoridades de diversas instituições ligadas à educação, de sindicatos e de movimentos estudantis. A apresentação do ato contou com a colaboração de professores da UFPA. A programação cultural reuniu artistas e grupos musicais da Universidade.

Parceria – O evento foi uma promoção conjunta da UFPA com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), o Instituto Federal do Pará (IFPA), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), o Diretório Central dos Estudantes da UFPA (DCE/UFPA), a Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), o Sindicato dos Professores e Professoras das IFES do Pará (SindProifes/PA) e o Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes).

"3Cultural – A primeira atração cultural do ato foi o Coral de Saxofones, da Escola de Música da UFPA, sob a coordenação dos professores Marcos Cardoso e Thiago Levy; seguida da Banda da Atlética Mustang de Engenharia da UFPA; depois pelo Coro Universitário da UFPA, Coruni, projeto artístico musical da Faculdade de Música, sob a regência da professora Cristina Owtake. Também se apresentaram o UFPA Cello Ensemble, da Escola de Música da UFPA, coordenado pelo professor Cristian Brandão; e o professor Yuri Guedelha, com o Grupo de Choro. A apresentação de encerramento foi realizada pelo Projeto de Extensão O Auto do Círio 2017, da Escola de Teatro e Dança da UFPA, que tem direção cênica do professor Cláudio Didimano, coordenação do professor Tarik Coelho e curadoria do professor Miguel Santa Brígida.

Pronunciamentos – O presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-seção PA), Cleber Resende, primeiro convidado a discursar, demonstrou sua insatisfação com os cortes financeiros efetuados principalmente na educação. “Cabe à classe trabalhadora, ao movimento sindical brasileiro fazer a defesa da universidade pública, como instrumento de formação de conhecimento e garantia da soberania nacional”, declarou Resende.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes), Ângela Azevedo, parabenizou a UFPA pelo ato e fez reflexões sobre a forma como o País está sendo presidido. “Nós não podemos aceitar que haja cortes financeiros nas nossas universidades. Nós exigimos que o governo proporcione um orçamento compatível com as nossas necessidades”, protestou.

"4Em seguida, a representante do Sindicato dos Professores e Professoras das IFES do Pará (SindProifes/PA), Socorro Coelho, demonstrou a insatisfação do sindicato com a falta de diálogo do governo com a categoria e também com os escândalos de corrupção.

A representante da Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), Rosimê Meguins, afirmou que este ato deve ser o primeiro de muitos e declarou insatisfação com a forma como as medidas recessivas sempre são aplicadas à classe trabalhadora. “Temos posição contrária, não apenas ao que hoje ocorre no País. Esta crise começou em antes de 2015 e acentuou-se nos últimos anos”, ressaltou Rosimê Meguins.

Neste primeiro momento, também houve pronunciamento de representantes da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), professora Jane Beltrão; da Sociedade Brasileira de Sociologia, professora Edna Castro; e da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), professor Genylton Rocha.

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Mariana Dias, compareceu ao evento e falou do papel do movimento estudantil na luta em favor das universidades públicas. “Contem com a gente, contem com a nossa geração de jovens que não vai desistir de ter um Brasil mais justo e mais igual”, afirmou Marianna. Também se manifestaram no ato a diretora de Movimentos Sociais do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPA, Heralda Ferreira, e a representante da Associação dos Alunos Indígenas da UFPA, Eliane Putira, que denunciaram ameaças ao sistema de cotas.

"2Encerramento – O reitor da UFPA e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) Emmanuel Tourinho expressou seu apoio ao ato, em defesa das universidades públicas e dos institutos de pesquisa. “Nós queremos continuar construindo uma Nação que promova a inclusão, supere a pobreza e combata a desigualdade. Nosso compromisso é com uma universidade pública e gratuita, comprometida com a inclusão social, com a ciência e com a soberania da nossa nação. Buscaremos sempre a unidade daqueles que têm compromisso com o futuro do país para garantir que as universidades e a ciência brasileiras possam continuar o seu trabalho em favor da sociedade”, declarou o reitor.

Texto: Edielson Shinohara – Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Ascom/UFPA

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