Intercâmbio cultural entre Brasil e Guiana Francesa fortalece a formação musical de jovens músicos com o projeto “Orquestra Jovem: Ecos da Amazônia”

No último dia 24 de janeiro, alunos da Escola de Música da Universidade Federal do Pará (EMUFPA), juntamente com os do Instituto Estadual Carlos Gomes, embarcaram para Caiena, capital da Guiana Francesa, onde irão realizar a último concerto musical do projeto “Orquestra Jovem: Ecos da Amazônia”, iniciativa que promove o intercâmbio cultural internacional e valoriza a música amazônica. O grupo chega à etapa final após realizar os primeiros concertos, apresentados nos dias 3 e 4 de dezembro de 2025, em Belém, marcando o início da circulação da orquestra.

“Ecos da Amazônia” é uma realização da Academia Paraense de Música, em parceria com Conservatório de Caiena, Danse et Théâtre de Guyane, Escola de Música da UFPA e Instituto Estadual Carlos Gomes. O patrocínio é do Banco da Amazônia e da CNP Seguradora. A iniciativa partiu de Michaëlle Ngan, diretora do Conservatório de Caiena, que propôs a colaboração com apoio de instituições culturais da França e do Brasil, negociadas e acordadas pelos presidentes de ambos os países, para que fossem realizadas no período da COP 30, em 2025.

A orquestra é formada por 77 músicos, que reúne jovens da Guiana Francesa e do Norte do Brasil, na faixa etária de 14 a 25 anos. O principal objetivo do projeto é a formação e o treinamento de jovens instrumentistas, principalmente na prática de orquestra sinfônica. Além da vivência no intercâmbio internacional, cultural, musical entre os participantes. Professores das instituições também fazem parte da orquestra, potencializando o resultado musical junto aos seus alunos.

O maestro e professor Miguel Campos Neto explica como ocorreu a preparação para os concertos, especialmente para a apresentação em Caiena. “O processo de preparação contou com dois momentos. Primeiramente, com os meses que antecederam a primeira série de concertos, quando cada músico preparou sua parte individualmente, com o auxílio de seu professor e de pequenos grupos de cada instituição, que ensaiaram separadamente. O segundo momento se deu quando a delegação da Guiana chegou a Belém e houve uma bateria intensa de ensaios, já que a orquestra estava completa pela primeira vez”, relata.

Juntamente com outros compositores brasileiros e franceses, incluindo guianeses, a maestra Cibelle Donza foi convidada a ter uma obra executada no concerto. O convite veio do maestro Miguel Campos Neto, que reuniu na parte brasileira do programa a obra contemporânea de Cibelle com as de Villa-Lobos, Carlos Gomes e Altino Pimenta. “Esse último concerto da temporada tem um caráter muito especial, já que sintetiza o espírito do projeto, que é o de troca, escuta e construção conjunta. A expectativa é de um concerto forte, simbólico e carregado de significados”, diz a professora de regência e composição da EMUFPA.

Entre os participantes está Laura Emanuele, aluna do curso de fagote da EMUFPA, que destaca sua expectativa para o concerto internacional. “É uma experiência desafiadora, pois exige dedicação, disciplina e muito estudo. Ter contato com músicos de outro país, língua e cultura, é tão incrível, uma experiência que só o projeto Ecos da Amazônia poderia proporcionar”, afirma. Em sua primeira viagem internacional, a estudante ressalta o significado de representar a instituição. “É uma honra fazer parte dessa orquestra e fazer música com músicos incríveis. A EMUFPA pra mim não é só uma escola, é uma casa e representar a instituição que eu tanto amo é incrível” finaliza.

A orquestra irá realizar dois concertos em Caiena, nos dias 28 e 29 de janeiro, no Auditorium Edmond Antoine-Edouard. A expectativa é de casa cheia. Com os concertos, a primeira edição do projeto se encerra. No entanto, há uma expectativa para que a iniciativa se torne permanente e se amplie em um futuro próximo. “É um projeto que merece continuidade. Por isso, a Universidade Federal do Pará, por meio de sua Escola de Música, coloca-se à disposição para dar prosseguimento a este projeto e a outras ações educacionais, em Belém, aqui em Caiena ou em outros espaços. Assim desejamos!”, afirma o professor Celson Gomes, diretor da EMUFPA.

Leia mais:

TEXTO: Ascom/EMUFPA

FOTOS: Ascom/EMUFPA

Relação com os ODS da ONU:

ODS 4 - Educação de QualidadeODS 17 - Parcerias e Meios de Implementação

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