Com um acervo que reúne minerais, rochas e fósseis, o Museu de Geociências (MUGEO) da Universidade Federal do Pará (UFPA) desempenha um papel importante na divulgação científica e na preservação do patrimônio geológico amazônico. Vinculado ao Instituto de Geociências (IG), o espaço funciona como ambiente de ensino, pesquisa e extensão, aproximando a Universidade da sociedade.
Criado a partir de coleções acadêmicas formadas por professores e estudantes do curso de Geologia, o museu surgiu inicialmente como uma coleção simples de amostras de minerais que passaram a ser reunidas para atividades didáticas. A instituição foi oficialmente inaugurada em 21 de dezembro de 1984, durante as comemorações dos 20 anos do curso de Geologia da UFPA, a partir da iniciativa e da curadoria inicial do professor Marcondes Lima da Costa.

“Atualmente, o museu reúne mais de 2.400 amostras catalogadas, incluindo minerais, rochas, minérios, gemas, biojóias e fósseis provenientes de diferentes regiões do Brasil e do mundo, com destaque especialmente para a Amazônia”, explica o professor da Faculdade de Geologia e atual curador do Museu de Geociências, Alan Albuquerque.
Acervo científico e patrimônio geológico – O acervo do MUGEO permite observar diferentes formações geológicas e compreender processos naturais que ocorreram ao longo de milhões de anos. Entre as peças preservadas, estão dezenas de peças – como os raros meteoritos – que representam um registro natural da história do planeta terra. De acordo com o curador, preservar esse material também significa preservar conhecimento científico.
“Cada mineral, rocha ou fóssil guarda informações sobre a história da Terra. Essas amostras funcionam como registros naturais que permitem reconstruir processos geológicos que ocorreram há milhões ou até bilhões de anos”, destaca o professor, reforçando a relevância da preservação desse patrimônio para o contexto amazônico, uma região que naturalmente possui grande diversidade geológica e importantes reservas minerais.
Além de funcionar como um espaço de exposição, o museu também desempenha um papel fundamental na formação acadêmica de estudantes e pesquisadores. O local é utilizado em aulas práticas e atividades de pesquisa em cursos da área de geociências, como Geologia, Geofísica, Meteorologia e Oceanografia, além de receber visitas técnicas de estudantes de outras áreas, como engenharia e ciências biológicas.
Para o professor Alan Albuquerque, a presença de um museu de geociências em uma universidade amazônica é estratégica para o desenvolvimento científico da região. “A região amazônica possui uma das maiores diversidades geológicas e minerais do planeta, e compreender essa riqueza é fundamental para o desenvolvimento científico, ambiental, social e econômico da região”, afirma.
O museu também apoia atividades acadêmicas em diferentes níveis de formação, desde a graduação até a pós-graduação, contribuindo para projetos de pesquisa e iniciativas de formação científica, além de contribuir para despertar o interesse pela ciência da Terra e para valorizar o patrimônio geológico da Amazônia.

Ciência, sociedade, território e consciência ambiental – O Museu de Geociências também desenvolve atividades voltadas para a comunidade externa, recebendo estudantes da educação básica, universitários, professores e visitantes em geral. As visitas podem ser individuais ou em grupos, frequentemente acompanhadas por estudantes do Programa de Educação Tutorial (PET) de Geologia. Além da visitação pública, o museu participa de eventos científicos e promove atividades educativas, como oficinas, exposições e minicursos, iniciativas que ajudam a popularizar o conhecimento geológico e ampliar a compreensão sobre o território amazônico e sobre a relação entre sociedade e natureza.
“O Museu de Geociências é um espaço aberto ao conhecimento e à curiosidade. Ele mostra que a história da Terra está registrada nas rochas, nos minerais e nos fósseis que fazem parte do nosso cotidiano. Conhecer o museu é também descobrir como a ciência ajuda a compreender a natureza e a importância da Amazônia para o planeta”, conclui Alan Albuquerque.
Mais informações sobre o espaço estão disponíveis na página do museu dentro do site do Instituto de Geociências ou na página sobre ele dentro do site do Grupo de Mineralogia e Geoquímica Aplicada (GMGA), a qual também possui algumas amostras/coleções do acervo. O museu funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A visitação é gratuita.






