A Universidade Federal do Pará participou das discussões para a construção de um protocolo nacional de enfrentamento às diversas formas de violência contra a mulher no ambiente universitário. A iniciativa ocorre em diálogo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Ministério das Mulheres e o Ministério da Educação e contou com a participação da vice-reitora da UFPA, Loiane Prado Verbicaro.
O tema foi debatido em reunião com reitoras e vice-reitoras das universidades públicas federais, quando foi deliberada a criação de uma Comissão de Equidade de Gênero no âmbito da Andifes. A proposta tem como objetivo articular ações nacionais voltadas à prevenção, ao enfrentamento e ao monitoramento das diferentes expressões de violência de gênero nas Instituições Federais de Ensino Superior.

Para a vice-reitora da UFPA, a iniciativa representa um avanço político e institucional na consolidação de ambientes universitários mais seguros e inclusivos.
“A construção de um protocolo nacional é uma decisão política importante no enfrentamento à violência contra as mulheres em ambiente universitário. Essa articulação entre universidades e ministérios fortalece políticas institucionais e cria bases comuns para a promoção da equidade de gênero no ensino superior”, destaca Loiane Prado Verbicaro.
A criação da comissão na Andifes dialoga com as ações já desenvolvidas pela UFPA por meio de sua Comissão de Equidade de Gênero que atua na formulação de políticas institucionais, na promoção da equidade e no enfrentamento à discriminação e à violência de gênero na UFPA.

A proposta está alinhada a referenciais nacionais e internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, além de diretrizes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do marco de igualdade de gênero no ensino superior do British Council.
Entre as ações previstas, estão a articulação entre universidades, a produção de indicadores, o fortalecimento de políticas institucionais e a promoção de iniciativas de conscientização, visibilidade e enfrentamento à discriminação e à violência de gênero no ambiente acadêmico.

