Estão abertas as inscrições para o I Simpósio do Grupo de Estudos e Pesquisas Históricas da Inteligência Artificial (GEPHEBIA) – A Arte de Ensinar na Era da IA: desafios contemporâneos, transformação dos saberes e práticas educacionais da Amazônia. Promovido pela Universidade Federal do Pará (UFPA), o evento será realizado nos dias 29 e 30 de outubro de 2026, em formato híbrido, e vai reunir pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados para discutir os impactos da inteligência artificial (IA) na educação, com foco nas realidades e desafios da região amazônica.
Segundo o coordenador do evento, pelo professor Augusto César Pinto Figueiredo, do Núcleo de Educação Básica (NEB) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Básica (PPGED), a ideia do simpósio surgiu a partir das demandas apresentadas por professores da educação básica durante ações de extensão desenvolvidas pelo grupo em diferentes municípios.
“A gente fazia essas discussões em escolas e os próprios professores sugeriam que reuníssemos essas experiências em um grande evento, para discutir a temática de forma mais ampla”, explica o coordenador.
O simpósio pretende promover reflexões sobre as transformações provocadas pela inteligência artificial nos processos de ensino e aprendizagem, abordando desde os desafios enfrentados pelos docentes até as possibilidades pedagógicas oferecidas pelas novas tecnologias.
Entre as atividades previstas estão palestras, mesas-redondas, apresentações de trabalhos em diferentes modalidades, banners e programação cultural ao final de cada dia do evento. O simpósio também contará com convidados de diversas instituições brasileiras e participação on-line de pesquisadores de outras universidades, ampliando, assim, o alcance das discussões.
Pesquisa e formação voltadas à educação básica – O GEPHEBIA desenvolve pesquisas voltadas à relação entre inteligência artificial e educação básica, investigando como essas tecnologias vêm modificando o cotidiano escolar, tanto do ponto de vista dos estudantes quanto das práticas pedagógicas dos professores.
Além da produção científica, o grupo realiza cursos de extensão e atividades formativas voltadas a docentes, discutindo estratégias para o uso ético e pedagógico da inteligência artificial, bem como novas formas de avaliação e elaboração de atividades em sala de aula.
Segundo o professor Augusto Figueiredo, um dos objetivos do simpósio é contribuir para que professores e pesquisadores compreendam melhor o papel dessas ferramentas na educação.
“A inteligência artificial foi feita para ser utilizada como apoio e não como ‘muleta’. Por exemplo, quando você olha o nome da inteligência artificial da Microsoft, que é o Copilot, o que é um ‘Copilot’? É o copiloto. É a pessoa que não está dirigindo o carro, mas que está te auxiliando com informações importantes para a direção, como um GPS, mas quem está dirigindo que é você”, exemplifica o coordenador, explicando que o papel que a inteligência artificial deve exercer, não é fazer o trabalho pelo indivíduo, mas sim oferecer apoio e dar auxílio ao usuário.
Debate plural sobre os impactos da IA – Um dos diferenciais do simpósio será a diversidade de perspectivas presentes nas mesas de debate. A programação reunirá pesquisadores com diferentes posicionamentos sobre o uso da inteligência artificial na educação, estimulando o diálogo entre visões favoráveis e críticas à adoção dessas tecnologias.
Para o coordenador, esse formato amplia a qualidade das discussões e favorece a construção de uma compreensão mais abrangente sobre o tema. “O primeiro passo é entender o movimento que está acontecendo para depois tomarmos um posicionamento. Nós, como professores e pesquisadores, precisamos compreender esse cenário antes de formar uma opinião”, destaca.
Além de discutir os desafios contemporâneos do ensino, o simpósio busca fortalecer práticas educacionais alinhadas às especificidades da Amazônia, considerando as diferentes realidades vivenciadas por professores, estudantes e instituições de ensino da região.
Por fim, o professor deixa um convite à todos aqueles que têm interesse em entender um pouco mais sobre a nova era da I.A. “Venham participar e contribuir, porque muitos conflitos poderão ser minimizados em sala de aula, entre professores e alunos e entre colegas de trabalho. É necessário o debate sobre essa temática, que é atual e que vem causando todos esses conflitos. Todos são bem-vindos, não só professores, mas todas as pessoas que queiram entender um pouco mais sobre essa questão”.
As inscrições para participação e submissão de trabalhos já estão abertas. Mais informações sobre programação, modalidades de apresentação, regulamento e cronograma podem ser consultadas na página oficial do evento.
