Banco Vermelho mobiliza UFPA em ação multicampi contra a violência de gênero

A Universidade Federal do Pará (UFPA) encerrou, nesta terça-feira, 7 de abril, a série de instalações do Banco Vermelho com ato no campus Guamá, em Belém. A iniciativa, de caráter multicampi, levou o símbolo de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher também aos campi de Abaetetuba, Ananindeua, Altamira, Bragança, Breves, Cametá, Capanema, Castanhal, Soure e Tucuruí.

A ação integra um movimento internacional e foi realizada em articulação com outras instituições de ensino superior do país, a convite da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), ampliando o alcance da mobilização em defesa dos direitos das mulheres.

A solenidade em Belém contou com a presença de representações do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), com participação de Sabrina Kalume e Eliana Cruz, reforçando o compromisso interinstitucional com o enfrentamento à violência de gênero.

Durante a cerimônia, a importância simbólica da ação foi destacada. “Esse é um momento de reflexão, mas também de compromisso. O Banco Vermelho faz parte de um movimento que chama a atenção para uma realidade que não pode ser ignorada: a violência contra a mulher”, afirmou a Ouvidora-Geral da UFPA, Iraneide Rocha Freire, que também destacou a importância do engajamento de toda a sociedade, incluindo os homens, no enfrentamento à violência.

Os bancos, posicionados em áreas de grande circulação, funcionam como espaços de alerta e reflexão. “O amor não controla. Não humilha. Não agride. Você não está sozinha. Sentar e refletir. Levantar e agir”, trazem as mensagens presentes nas estruturas instaladas nos campi.

A proposta da Universidade é ampliar o alcance da mensagem em todos os seus territórios de atuação. “Levar o Banco Vermelho para todos os campi reforça o compromisso da UFPA com o respeito, o cuidado e a construção de um ambiente mais seguro e acolhedor para todas”, afirmou a presidente da Comissão de Equidade de Gênero, professora Maria Roseane Corrêa Pinto Lima.

Compromisso institucional e mobilização – “Essa é uma iniciativa que dialoga diretamente com a missão da Universidade ao promover valores como equidade, inclusão e respeito dentro e fora dos nossos campi. Somos um centro de formação e debate e o que fazemos aqui tem impacto direto na sociedade”, ressaltou a vice-reitora da UFPA, professora Loiane Prado Verbicaro.

Durante os pronunciamentos, foi reforçado que o enfrentamento à violência contra a mulher exige ações permanentes e integradas. “Mais do que um símbolo, o Banco Vermelho representa histórias interrompidas e nos convoca a agir coletivamente para transformar essa realidade. A cor vermelha faz menção ao sangue das mulheres derramado cotidianamente e funciona como um alerta pela vida. Não podemos naturalizar gestos violentos e de desrespeito, e nós, homens, precisamos ser aliados nesta luta”, destacou o reitor da UFPA, professor Gilmar Pereira da Silva.

Segundo dados do Instituto Banco Vermelho, o Brasil ocupa uma posição alarmante no cenário mundial, sendo o quinto país que mais mata mulheres, com um feminicídio registrado, em média, a cada seis horas.

Reflexão e ação – Em Belém, o Banco Vermelho foi instalado na orla do campus básico, um dos pontos de grande circulação da comunidade universitária, ampliando a visibilidade da ação.

O Banco Vermelho se consolida como um convite à reflexão e à responsabilidade coletiva. Diante de qualquer situação de violência, é fundamental buscar apoio na rede de enfrentamento. Denunciar também é um ato de cuidado.

Na UFPA, mulheres da comunidade universitária que enfrentam situações de violência podem procurar a Ouvidoria e a Comissão de Equidade de Gênero. A população em geral pode recorrer à Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180.

TEXTO: Assessoria de Comunicação Institucional

FOTOS: Felipe Melo - Assessor da Reitoria

Relação com os ODS da ONU:

ODS 5 - Igualdade de GêneroODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes

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