A Universidade Federal do Pará (UFPA) celebrou, na manhã da última sexta-feira, 24 de abril, os 17 anos da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (PROINTER). Promovida pela própria pró-reitoria, a cerimônia reuniu autoridades, servidores e estudantes em uma programação festiva e marcada pelo anúncio de novas perspectivas para a inserção internacional da instituição.
A mesa de autoridades contou com a presença do reitor Gilmar Pereira; da pró-reitora de Relações Internacionais, Lise Tupiassu; da pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Iracilda Sampaio; do pró-reitor de Extensão, Nelson José de Souza Junior; do assessor Liovanny Miranda, representando a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação; do diretor do Centro de Internacionalização, Marcelo Galvão; e da diretora da Associação dos Estudantes Estrangeiros, Isabelle Babassagana.

Em seu pronunciamento, o reitor Gilmar Pereira ressaltou o protagonismo da PROINTER na consolidação da UFPA como referência amazônica no cenário global. “A PROINTER tem papel fundamental na consolidação da UFPA como uma universidade aberta ao mundo, capaz de dialogar com as melhores instituições internacionais sem abrir mão de sua identidade amazônica. A internacionalização, para nós é um caminho para projetar a ciência produzida na Amazônia e para qualificar ainda mais a formação de nossos estudantes e docentes”, declarou.

A pró-reitora Lise Tupiassu, por sua vez, fez um balanço das conquistas da pró-reitoria ao longo dessas quase duas décadas e destacou os desafios da nova fase. “Desde sua criação, a PROINTER se estruturou como o espaço responsável por articular a inserção internacional da universidade, promovendo mobilidade acadêmica, cooperação científica e construção de parcerias. Mas, ao longo desses 17 anos, ela se tornou muito mais do que isso. A PROINTER se tornou um espaço de diplomacia científica amazônica. Uma ponte entre territórios, saberes e culturas. E, sobretudo, um instrumento de afirmação da Amazônia no mundo como sujeito da produção de conhecimento. Nosso compromisso é seguir ampliando essas possibilidades, com foco na Amazônia como protagonista do debate global”, afirmou.
Na sequência, o diretor do Centro de Internacionalização, Marcelo Galvão, destacou o papel estratégico assumido pela PROINTER ao longo de sua trajetória e reforçou o compromisso com os próximos passos da política de internacionalização da Universidade.

“A PROINTER, hoje, é um órgão estratégico, com a responsabilidade de impulsionar a internacionalização e atuar como ponte entre a comunidade acadêmica e as redes globais de conhecimento. Esse papel é fundamental para conectar a produção científica brasileira aos diversos desafios mundiais. A pró-reitoria não apenas organiza o intercâmbio de alunos e professores, mas se consolida como gestora estratégica da inserção internacional da nossa universidade, o que é crucial para a produção de ciência de ponta e para uma cooperação solidária. Reafirmamos, portanto, o compromisso de seguirmos juntos nessa caminhada, fortalecendo a internacionalização e abrindo novos horizontes”, ressaltou.
Parceria internacional – Um dos pontos altos da programação foi a assinatura de uma Carta de Intenções com a Universidade de Birmingham. O acordo foi negociado pela PROINTER durante a visita do professor Ângelo Martins Junior, co-diretor do Brazil Institute University of Birmingham, momento em que foram discutidas possibilidades de aprofundamento da cooperação entre as instituições.

O documento projeta para uma nova fase um histórico já existente de colaboração entre as duas instituições, marcado por iniciativas acadêmicas e institucionais desenvolvidas ao longo dos últimos anos. O acordo prevê o fortalecimento de intercâmbios, a participação conjunta em chamadas de fomento e a realização de eventos científicos entre pesquisadores brasileiros e britânicos.
Espaços de internacionalização – O encerramento da programação oficial ficou a cargo dos espaços de internacionalização vinculados à PROINTER, que apresentaram ao público um panorama detalhado de suas atividades, projetos em andamento e ações já desenvolvidas. Por meio de fotografias e relatos, cada espaço evidenciou seu papel no fortalecimento do intercâmbio cultural e acadêmico, além de compartilhar perspectivas para futuras iniciativas. Estiveram representados a Casa Brasil-África, a Casa de Estudos Germânicos, o Centro de Recursos Didáticos de Espanhol e a Casa de Estudos Cátedra José Azevedo.



