A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) e a Superintendência de Políticas Afirmativas e Diversidade (Diverse) promoveram, nos dias 28 e 29 de maio, a 8ª edição do Seminário do Processo Seletivo Especial para Indígenas e Quilombolas (PSE-IQ) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
O evento foi realizado no Auditório do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e contou com o apoio e a participação dos representantes da Associação dos Povos Indígenas da UFPA (APYUFPA), Joxanti Kokrapoti, e da Associação dos Discentes Quilombolas (ADQUFPA), João Vitor Chaves.
Durante o encontro, as lideranças destacaram a importância de reunir gestores e responsáveis pelo PSE-IQ na construção de uma universidade plural e singular em consonância com as demandas e especificidades dos povos indígenas e quilombolas, sobretudo dialogando com as comunidades envolvidas.
O objetivo do Seminário foi promover um espaço de diálogo entre gestores, representantes das comunidades indígenas e quilombolas, além da comunidade acadêmica, para construir coletivamente o edital do PSE-IQ. O reitor da UFPA, Gilmar Pereira, esteve presente no encontro e enfatizou que ações afirmativas são fundamentais para uma universidade mais inclusiva e contribuem para a ampliação de novos horizontes.
“A gente quer que vocês [indígenas e quilombolas] tenham a oportunidade de lidar com o resto do mundo, entender e dialogar. Então, a gente tem trabalhado muito nesse sentido, para que a Universidade ganhe em inclusão e ganhe em qualidade”, pontuou o reitor.
Entre as definições já estabelecidas para o PSE-IQ 2027 estão a publicação do edital em 4 de agosto de 2026 e o período de inscrições, que ocorrerá de 11 de agosto a 3 de setembro de 2026.
Além disso, foi mencionado durante o evento que a UFPA está em processo de discussão de uma política de ações afirmativas para os programas de pós-graduação da universidade, o que representa um avanço significativo na busca por uma instituição mais equitativa.
O PSE-IQ é um processo específico de política afirmativa que busca garantir o acesso de estudantes indígenas e quilombolas ao ensino superior na universidade e que estejam em situação de vulnerabilidade étnico-racial. No edital de 2026, foram ofertadas 760 vagas distribuídas entre indígenas e quilombolas.

