Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA celebra posse de nova diretoria para o quadriênio 2026–2030

A nova direção do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA) tomou posse, na tarde desta sexta-feira, dia 3 de julho, para o quadriênio 2026-2030. As professoras Edila Arnaud Moura e Aline Beckmann Menezes passaram a direção do instituto às docentes Benedita Alcidema Coelho dos Santos Magalhães e Carla de Cássia Carvalho Casado, que assumem, respectivamente, os cargos de diretora-geral e diretora-adjunta. Realizado no auditório do Capacit, o evento reuniu docentes, técnicos, estudantes e representantes da gestão superior da Universidade.

Na ocasião, as ex-diretoras Edila Arnaud Moura e Aline Beckmann Menezes foram as primeiras a discursar, aproveitando o espaço para compartilhar as suas experiências à frente da direção e ressaltar a confiança na gestão que se inicia. “Hoje é um dia de muita alegria para o IFCH. Pois está sendo formalizada a posse de nossas queridas Alcidema e Carla. As duas são profissionais éticas, comprometidas e dedicadas. O que nos dá muita tranquilidade de que a gestão de IFCH será feita da melhor forma possível e regida por valores que são inegociáveis”, assegurou Aline Menezes.

Hoje, estão vinculadas ao IFCH as faculdades de Ciências Sociais, Filosofia, Geografia, História e Psicologia, além de oito programas de pós-graduação e cinco laboratórios de pesquisa. O professor Gilmar Pereira da Silva, reitor da Universidade, também integrou a mesa da cerimônia de posse, ao lado das antigas e atuais diretoras do instituto, e reforçou a importância da produção científica das áreas da filosofia e das ciências humanas para o norte do país durante o seu pronunciamento. 

“A visão que se tem da região norte ainda é muito secundarizada. Nós temos grandes, médias e pequenas cidades, além de uma estrutura extraordinária, mas as pessoas só veem a floresta e o rio. E é o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas que produz grande parte dessas reflexões – sobre o envolvimento cotidiano com o território, com os problemas sociais existentes no meio, com as populações não só dos territórios tradicionais, mas urbanas também, com a periferia das nossas cidades da Amazônia”, pontuou o reitor desejando sucesso às representantes da nova gestão. “Quero dizer a vocês que nós estaremos juntos para avançar com a universidade, para continuar construindo esse patrimônio que é tão apaixonante.”

As diretoras empossadas Benedita Alcidema Coelho dos Santos Magalhães e Carla de Cássia Carvalho Casado foram recebidas com uma salva de palmas. A nova diretora-adjunta reafirmou que os pilares de sua administração serão a transparência, a participação, a pluralidade e o compromisso com a Amazônia. “Assumir hoje a função de diretora-adjunta é uma honra que recebo com plena consciência da responsabilidade que nos cabe. O papel da diretora-adjunta é construir pontes entre a direção e a comunidade acadêmica, entre diferentes áreas de conhecimento, entre universidade e sociedade. É estar presente no cotidiano, ouvir, dialogar, apoiar e garantir que as decisões da gestão sejam inclusivas e participativas”, reforçou. 

A nova diretora-geral do IFCH, Benedita Alcidema Coelho dos Santos Magalhães, atribuiu sua trajetória a um esforço coletivo de muitas mãos, defendendo uma gestão baseada no diálogo, na escuta, na participação e no respeito às diferenças, e afirmou ser possível fazer política sem violência, pautando-se pelo afeto e pelo cuidado com o outro. “Assumimos hoje a direção do IFCH com alegria, mas também com a serenidade de quem sabe que este lugar não nos pertence, pois é resultado de uma construção coletiva iniciada muito antes de nós e que continuará muito depois de nossa gestão. Foi aqui que diferentes gerações produziram interpretações fundamentais sobre a Amazônia, suas cidades, seus campos, seus rios, seus povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, populações tradicionais, movimentos sociais, conflitos territoriais e memórias e modos de vida”, afirmou. 

A nova dirigente geral reafirmou, ainda, o compromisso com uma universidade pública, democrática, plural, voltada para a justiça social e a serviço do povo brasileiro. “Compreender a Amazônia exige escutá-la. Por isso, defendemos uma universidade que não se fecha sobre si mesma, mas dialoga permanentemente com a nossa sociedade. Sabemos que administrar um instituto não significa eliminar conflitos, significa criar condições para que eles sejam enfrentados com respeito, escuta e responsabilidade institucional. Que a nossa gestão seja como os rios da Amazônia, firme em seu percurso, generosa em seus encontros e aberta a todos os afluentes que chegam para somar”, concluiu. 

TEXTO: Gabriela Cardoso - Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA

FOTOS: Alexandre de Moraes - Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA

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