A nova direção do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Federal do Pará (UFPA) tomou posse, na manhã do dia 16 de junho, para o quadriênio 2026-2030. A cerimônia, realizada no auditório do Instituto, marcou a transição da gestão dos professores Arnaldo de Queiroz da Silva, ex-diretor geral, e Cristiano Mendel Martins, ex-diretor adjunto, para a gestão iniciada pelos docentes Cláudio Nery Lamarão, novo diretor-geral, e Sury de Moura Monteiro, nova diretora-adjunta, que assumiram o compromisso de fortalecer o ensino, a pesquisa e a atuação estratégica do Instituto na Amazônia.
Além de simbolizar o início de uma nova gestão, a cerimônia também contou com o reconhecimento do trabalho de toda a equipe do IG ao longo dos últimos anos. Criado a partir do curso de Geologia em 1963, o Instituto de Geociências da UFPA é referência na formação de profissionais e na produção de conhecimento científico voltado à região amazônica. Atualmente, ele reúne as faculdades de Geologia, de Meteorologia, de Oceanografia e de Geofísica, e programas de pós-graduação que contribuem para a pesquisa e inovação.

“A nossa ideia de riqueza, para nós educadores, é muito complexa, porque não é aquela de ter grandes empresas e patrimônios, mas sim o que a gente produz para a sociedade a partir daqui da universidade, que é uma riqueza que não tem mensuração e cada um de nós dá a sua contribuição. O que não for possível, a gente trabalha juntos para tornar possível. A universidade é a nossa paixão e a gente precisa torná-la cada vez maior, fazendo, assim, o nosso país melhor também”, pontuou o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, durante a cerimônia.
O esforço destacado pelo reitor também foi lembrado pelo ex-diretor adjunto Cristiano Mendel Martins, ao pontuar os desafios enfrentados durante o período de gestão e o papel coletivo da comunidade acadêmica na consolidação das ações do Instituto. “O IG tem a sorte de ter muita gente competente no mesmo lugar: desde nossos alunos de graduação e de pós-graduação, até nossos professores e técnicos. E isso fez toda a diferença na construção da nossa gestão. Houve um engajamento de propósito”, afirmou.
Para o ex-diretor-geral, Arnaldo de Queiroz da Silva, a união e o sentimento de pertencimento no Instituto de Geociência foram fatores imprescindíveis para as conquistas dos últimos anos. ”Trabalhamos muito ao longo desses oito anos para romper muros e construir pontes e, com isso, a gente avançou bastante. Mas o desafio continua para vocês. Precisamos avançar mais e nos integrarmos mais. Esse é o desafio que entregamos à vocês: continuar nessa busca, pois precisamos nos sentir como uma comunidade que somos”, destacou, ao comentar o esforço de fortalecimento da identidade institucional.




Continuidade e novos horizontes – Ao tomar posse do cargo de diretora adjunta, a professora Sury de Moura Monteiro enfatizou o caráter histórico do momento e a responsabilidade institucional do cargo que a nova gestão assume. Visando dar continuidade ao trabalho iniciado pelos antigos diretores, Sury ressaltou o propósito de fortalecer uma formação que seja capaz de gerar impactos sociais e ambientais, com uma governança participativa e colaborativa.
“Administrar é abrir caminhos e, para isso, é necessário muita criatividade, muita inovação e muita humanização. Eu entendi que humanizar não é um acessório na gestão, é um método. Essa é a verdadeira missão da universidade: formar cidadãos capazes de promover a construção de uma sociedade inclusiva, equânime e sustentável”, assegurou.


E, de acordo com o novo diretor-geral do IG, Cláudio Nery Lamarão, essa gestão que ficará à frente do Instituto até 2030 será pautada pelo trabalho coletivo e pela continuidade das diretrizes já estabelecidas. “Nossas experiências como coordenadores de pós-graduação e outras áreas, somadas aos nossos perfis acadêmicos produtivos, participativos e empáticos, nos credencia a enfrentar os inúmeros desafios que fazem parte do IG. Porém, não existe ‘varinha mágica’ ou ações mirabolantes para vencer esses desafios. Apenas muito trabalho, dedicação e compromisso. Sabemos que as Geociências têm um papel estratégico nesse mundo cada vez mais voltado para as pesquisas de transição energética, crise climática e sustentabilidade, assim como sabemos que o IG é o coração das respostas que a Amazônia precisa”, assegurou.
Entre os compromissos anunciados pelo gestor, estão o fortalecimento dos cursos de graduação e pós-graduação, a ampliação de parcerias institucionais, a melhoria de indicadores acadêmicos e a promoção da inclusão e igualdade de oportunidades.

Presente na cerimônia de posse, a vice-reitora da UFPA, Loiane Prado, aproveitou o momento para demonstrar o apoio da Administração Superior à nova gestão e ressaltar a grandiosidade do papel do Instituto para o desenvolvimento regional e a produção de conhecimento voltado à sustentabilidade.
“A gestão tem que ter muita ousadia, criatividade, resiliência, paciência e doação de tempo para que a gente possa seguir com esse projeto maravilhoso que é trabalhar pela universidade pública no nosso país, na nossa Amazônia. O IG é um instituto muito decisivo para o desenvolvimento da Amazônia e da sustentabilidade. Ele tem um impacto muito concreto sobre as políticas da nossa região. Por isso, desejo aos novos diretores muito sucesso e que contem conosco, pois a educação é sempre um projeto coletivo que só conseguimos efetivamente avançar de modo dialógico e pensando em conjunto na superação dos desafios, que são inevitáveis, mas que, com disposição e muito ânimo, conseguimos encarar e resolver juntos”, garantiu Loiane Prado.

