O Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca (PPGEAP), do Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia (Neap), realizou uma grande celebração para comemorar seus 20 anos de criação. Com o tema “Formando cientistas, produzindo conhecimento e transformando realidades na Amazônia” e a presença de gestores e diferentes gerações de pesquisadores, o evento ocorreu entre os dias 17 e 19 de junho, no Espaço Inovação, no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) do Guamá.
Ao longo de duas décadas, o Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca (PPGEAP), com turmas de mestrado e doutorado, tem realizado projetos e pesquisas, principalmente na Amazônia, que contribuíram para que ele se torna-se referência nas áreas de ecologia aquática, pesca, conservação da biodiversidade, manejo de recursos naturais e sustentabilidade.
“Nós somos os povos das águas e como um povo da água, a gente tem que conhecer esses recursos e o funcionamento dele de uma forma integrada. Então, o programa forma recursos humanos qualificados para trabalhar nessa área, seja com a biodiversidade, seja com a parte social, a parte econômica da pesca, a parte ecológica e essa interligação que a gente tem”, comentou a professora Jussara Lemos, diretora do Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia (Neap), ao lembrar a importância de se ter um programa dedicado ao estudo dos ecossistemas aquáticos e dos recursos pesqueiros na Amazônia para a compreensão desse meio.




Comemoração – Para a comemoração especial do marco histórico de 20 anos de programa, o PPGEAP reuniu discentes, docentes e egressos para uma aula magna ministrada pelo ministro da Pesca e Aquicultura do Brasil, Rivetla Édipo Araújo Cruz, que é egresso do programa. Em sua fala, o ministro ressaltou a importância de ter um programa de pós-graduação que tem um olhar especial para a pesca em uma abordagem ecossistema, no que tange a sustentabilidade e o tripé ambiental, sem esquecer o público que vive dessa atividade pesqueira.
“É uma honra estar voltando aqui enquanto ministro de Estado da Pesca e Aquicultura por saber que todos os ensinamentos, o conhecimento adquirido, a pesquisa desenvolvida desde a minha iniciação científica ao meu doutorado, e a oportunidade de estudar no exterior, tanto na graduação, quanto no doutorado, foram porque a universidade pública me abriu as portas. E eu fico muito feliz, porque hoje eu consigo observar que a gente só consegue construir políticas públicas sólidas e robustas, se a gente estiver ancorado na ciência e na pesquisa”, declarou o ministro.


Presente para a comemoração, a vice-reitora da UFPA, Loiane Verbicaro, enfatizou a importância dessa consciência coletiva para a construção de uma universidade comprometida em realizar projetos voltados para os problemas da região amazônica.
“A universidade que nós queremos construir é uma universidade cada vez mais aberta e dialógica com as várias instituições e com a sociedade civil, pensando nos problemas da nossa Amazônia, da nossa região e do nosso país. Não tem sentido nós termos uma universidade que não se debruce a pensar propositivamente em políticas para o desenvolvimento da nossa região. E é claro, os projetos de ensino, pesquisa e extensão são fundamentais nesse escopo de pensar a nossa sociedade”, afirmou.

Planos para os próximos anos – A cerimônia também foi um espaço para discutir sobre os próximos passos para avançar no crescimento do PPGEAP. Como principal meta, agora, está o aumento da nota na Avaliação Quadrienal da Capes.
“Uma coisa que a gente busca é realmente atender aos critérios da Capes e a gente vai trabalhar muito no nosso planejamento estratégico para ver o que é melhor seguir a partir de agora, para que a gente atinja [a nota 6]”, explicou a coordenadora do PPGAP, professora Lílian Amado, sobre os próximos passos.



