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TAMANHO DA FONTE

UFPA sedia Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para pesquisas sobre biodiversidades

"INCTC"

A Universidade Federal do Pará (UFPA) sediará um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), integrando a rede da Região Norte, que passará a contar com seis INCTs. O INCT da UFPA é intitulado “Sínteses da Biodiversidade Amazônica” (SinBiAm) e tem como objetivos fortalecer e ampliar uma rede de colaboração focada em pesquisas de síntese sobre a biodiversidade florestal e aquática amazônica; informar as práticas e políticas públicas focadas na educação, conservação e manejo sustentável e promover a formação das futuras gerações de tomadores de decisões, educadores e cientistas atuando na Amazônia.

O INCT-SinBiAm foi delineado para consolidar uma rede de pesquisa e ação e já agrega representantes de 32 instituições de pesquisa e tomadores de decisões: sete internacionais e 25 no Brasil (15 destas nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste). A co-coordenação do projeto será executada também pelos professores: Juliana Schietti e Fabrício Baccaro, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM);  Leandro Juen e Filipe França, da Universidade de Bristol, ambos também professores do Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPG-ECO) da UFPA, em conjunto com outros pesquisadores que fazem parte do comitê de gestão do projeto.

Segundo o professor Leandro Juen, da UFPA, o SinBiAm preencherá lacunas de conhecimento sobre a biodiversidade da Amazônia por meio da realização de pesquisas de síntese, as quais combinam os resultados de diversos estudos locais para produzir novos conhecimentos que possam ser aplicados em maior escala. “Dessa forma, as pesquisas vão integrar informações de pesquisas anteriores realizadas em florestas, rios e igarapés para compreender a distribuição e direcionadores da biodiversidade amazônica. Através do SinBiAm, estabeleceremos uma rede transdisciplinar e interinstitucional de pesquisas de síntese sobre a biodiversidade terrestre e aquática da Amazônia”.

A sede principal do SinBiAm é a UFPA e o projeto será executado no Programa de Pós-Graduação em Ecologia (PPGECO), do Instituto de Ciências Biológicas, em Belém. “No entanto é importante destacar que o Programa INCT estimula e permite a integração de diversos laboratórios associados para promover o desenvolvimento de pesquisas tecnológicas e científicas”, continua o coordenador.

Seguindo esse princípio, a meta é que o SinBiAm produza pesquisas ecológicas de alta relevância para a tomada de decisões e fortaleça laboratórios associados dentro e fora dos grandes centros urbanos da Região Norte. “Por exemplo, além da UFPA e da UFAM, na Região Norte temos representantes da Universidade Federal do Acre (UFAC), da Embrapa, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)”, destaca Filipe França, professor da Universidade de Bristol e do PPG-ECO UFPA.

França complementa que “O SinBiAm permitirá a internacionalização dos programas de pós-graduação envolvidos, através de parcerias estabelecidas com instituições de pesquisa em diferentes países, como o Museo Nacional de Ciências Naturales (Espanha), as Universidades de Bristol, Birmingham e Leeds (Inglaterra), Virginia Tech e Universidade de Louisiana (USA) e Naturalis Biodiversity Centre (Netherlands).”

"WhatsAppO SinBiAm possibilitará ainda, segundo o professor, a ampliação das redes e linhas de pesquisa, a consolidação dos grupos já existentes, a integração entre pesquisadores e diferentes atores sociais, bem como que os estudantes continuem desenvolvendo pesquisas direcionadas a questões relevantes para o conhecimento e a preservação da biodiversidade amazônica.

“Um dado importante do projeto é que 75% do total de recursos solicitados serão destinados a bolsas de estudos para os estudantes e pesquisadores em diferentes níveis. Um dos objetivos é criar um ambiente estimulante para buscar a internacionalização dos/as estudantes (de diferentes níveis, do ensino básico à pós-graduação) e jovens cientistas brasileiros e amazônicos”, diz Juen.

O SinBiAm estabelecerá também um INCT coliderado por pesquisadores e instituições de excelência da Região Norte, considerada a acrorregião com menores investimentos em pesquisa do Brasil. “Com os novos INCTs para a Região Norte, a iniciativa permitirá investimentos em pesquisas tecnólogicas e científicas de ponta, além da formação de pessoal na região amazônica”, esperam os gestores.

No caso do SinBiAm, o investimento realizado pelo INCT permitirá a produção de evidências científicas para informar políticas públicas e práticas de manejo e conservação que podem ser aplicadas para diferentes países amazônicos, algo que é diretamente alinhado aos Objetivos Globais de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). “Dessa forma, esses investimentos representam um reconhecimento da importância da Região Norte e um passo fundamental para a correção das assimetrias da distribuição de investimentos e incentivos em pesquisa comparado às outras regiões do Brasil”, pontua o professor Juen.

O coordenador explica, ainda, que as metas e os produtos do INCT UFPA são orientados às áreas estratégicas para o desenvolvimento regional (na Amazônia) e nacional (no Brasil) e buscam informar políticas públicas, principalmente focadas na conservação da biodiversidade e incorporação da sua importância no sistema educacional. “A expectativa é que as pesquisas realizadas possam contribuir para o alcance de metas globais de conservação e de desenvolvimento sustentável”, finaliza França.

Ao longo dos cinco anos do programa, espera-se ainda aumentar o engajamento da sociedade com o conhecimento científico, bem como promover o treinamento de estudantes, educadores e tomadores de decisões que atuem na Região Norte, o que, na opinião do gestor, trará benefícios imediatos para a região, bem como terá um legado além do projeto, dada a possibilidade de aplicação das pesquisas para a promoção de estratégias de conservação ambiental.

Texto: Jéssica Souza – Ascom UFPA
Fotos: Divulgação Labeco UFPA

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