A Universidade Federal do Pará (UFPA) terá R$ 9,7 milhões para implantação de infraestrutura e aquisição de equipamentos de pesquisa nos Campi de Abaetetuba, Bragança, Breves, Cametá e Soure. O investimento será realizado por meio do Projeto “Biotecnologia no Interior da Amazônia: Genômica, Biomoléculas e Ciência de Dados na Preservação”, aprovado na Chamada Pública MCTI/Finep/FNDCT Infraestrutura para a Amazônia Legal 2025 – Pró-Amazônia.
Os professores Lincoln Carneiro e Ricardo Fuentes, do Campus de Cametá, Yvens Cordeiro, do Campus de Abaetetuba, e Youszef Bitar, do Campus de Soure, estiveram reunidos com o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, nesta quinta-feira, 13 de agosto, para apresentar o projeto e discutir aspectos relacionados à sua implementação. A iniciativa terá atuação especialmente nas áreas de genômica, biodiversidade, biotecnologia e ciência de dados. No campus de Breves, a participação especial é do professor Tiago Freitas e no campus de Bragança, dos professores Pericles Sena e Juliana Araripe.
A proposta foi selecionada inicialmente no âmbito da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) da UFPA para representar a Universidade na chamada nacional. De caráter multicampi, o projeto articula pesquisadores e estruturas dos cinco campi, com foco no desenvolvimento de pesquisas relacionadas à região.
Além da aquisição de equipamentos e insumos, estão previstas bolsas e ações para atração de pesquisadores em áreas estratégicas, com participação na formação de estudantes de graduação e pós-graduação e nas atividades dos grupos de pesquisa envolvidos.
Uma das estruturas previstas é um centro de computação de alto desempenho, que permitirá o processamento e a análise de grandes volumes de dados científicos no interior. A infraestrutura deverá atender, entre outras, a pesquisas nas áreas de genômica e bioinformática.
Rede de pesquisa no interior – A proposta é que os campi atuem de forma integrada, mas considerando as linhas de pesquisa, estruturas e características dos territórios onde estão inseridos.
Para o professor Lincoln Carneiro, a implantação da infraestrutura cria novas possibilidades para a pesquisa multicampi. “A ideia é estruturar uma rede de colaboração no interior, com uma infraestrutura de pesquisa sólida e distribuída, respeitando a identidade de cada campus. Queremos também que ela seja uma plataforma para atrair novas colaborações e apoiar pesquisas de outros grupos”, explica.
Durante o encontro, o reitor Gilmar Pereira da Silva destacou a importância de assegurar condições para o desenvolvimento da pesquisa em todos os campi. “A UFPA precisa ser compreendida na sua totalidade. Temos pesquisadores qualificados nos campi e precisamos garantir condições para que possam concorrer, desenvolver seus projetos e fazer a pesquisa avançar. Quando fortalecemos os campi, fortalecemos a Universidade como um todo”, afirmou.
Outro aspecto abordado na reunião foi a possibilidade de intensificar as redes de colaboração científica. Os recursos previstos no projeto poderão favorecer intercâmbios, a presença de pesquisadores visitantes e o estabelecimento de parcerias com grupos de outras instituições brasileiras e estrangeiras.
A expectativa é que os equipamentos e demais estruturas permaneçam disponíveis para atividades de pesquisa e formação acadêmica nos campi envolvidos, dando suporte a diferentes grupos e projetos e contribuindo para a consolidação de uma rede multicampi de pesquisa em áreas estratégicas para a Amazônia.
O projeto tem o Museu Paraense Emilio Goeldi como coexecutor e será administrado e coordenado pela Propesp, com apoio dos pesquisadores da UFPA. A gestão financeira será da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

